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Histórico

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Após o término da Segunda Grande Guerra, as Forças Armadas Brasileiras se depararam com a necessidade de controlar de forma mais efetiva o seu material em função não só da quantidade, mas também da grande variedade de itens adquiridos do exterior. Desde então, já se sabia que do conhecimento exato dos itens em estoque dependia uma gerência satisfatória, surgindo, deste modo, o interesse pela catalogação.

 

O Governo Americano foi pioneiro no desenvolvimento de um sistema de catalogação, despertando o interesse dos países-OTAN que o adotou, promovendo as devidas adaptações e dando condições a que países não-OTAN pudessem usufruir desta ferramenta.

 

Segue-se, então, cronologicamente, os fatos que marcaram a evolução da catalogação de material no Brasil, bem como sua relação com o Sistema OTAN de Catalogação (NATO Codification System - NCS):

 

- Década de 50 - As Forças Armadas Brasileiras travam conhecimento com o Sistema de Catalogação Americano (Federal Codification System - FCS) por ocasião da compra de equipamentos e sobressalentes.

 

- Década de 60 - Militares brasileiros aprendem sobre o FCS em cursos e intercâmbios.

 

- 1968 - O Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) cria a Comissão Permanente de Catalogação de Material (CPCM), com vistas ao estabelecimento de regras para a identificação, padronização e catalogação de materiais de uso comum das Forças Armadas.

 

- 1982 – O EMFA cria o Sistema de Militar Catalogação (SISMICAT).

- 1986 – O EMFA cria o Número de Estoque Brasileiro (NEB), com estrutura semelhante ao Número de Estoque da OTAN (NATO Stock Number - NSN) e Índice de Procedência de Catalogação (IPC) - BR.

 

- 1987 - A Força Aérea Brasileira inicia o processo de codificação envolvendo apenas materiais aeronáuticos.

 

-1991 - O Exército Brasileiro cria o Sistema de Material do Exército.

 

- 1994 - A Marinha substitui o seu sistema de gerência de material por outro mais novo intitulado Gerência Local de Estoque (GLE), com acessos "on line", envolvendo todas as unidades navais.

 

- 1997 - O Brasil ratifica os acordos de padronização com a Agência de Abastecimento e Manutenção da OTAN (NAMSA), como parte do acordo de adesão ao NCS; e a CPCM cria um grupo de trabalho para preparar a criação do Centro Nacional de Catalogação, intitulado Núcleo do Centro de Catalogação das Forças Armadas.

 

- 1997 – A CPCM cria um grupo de trabalho para preparar a criação do Centro Nacional de Catalogação, intitulado Núcleo do Centro de Catalogação das Forças Armadas.

 

- 1997 - A Força Aérea compra, da Espanha, um sistema para troca de dados utilizando conceitos do NCS (segmentos e transações).

 

- 1998 – O Centro de Catalogação das Forças Armadas (CECAFA) é criado. São assinados cinco acordos bilaterais de catalogação com países OTAN (Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e EUA). É criado o Número Brasileiro de Estoque (NBE), com estrutura semelhante ao NSN e IPC – 19.

 

- 1998 - Primeira troca internacional de dados efetuada com o Canadá.

 

- 1999 – Criação do Ministério da Defesa, com a transferência das atribuições da CPCM para a Divisão de Apoio Logístico (DIAL).

 

- 1999 - Conclusão da instalação do NATO Mail Box System para troca de dados com os países filiados ao NCS.

 

 - 1999 - Regularização de fluxo de dados com os países OTAN e montagem da base de dados do CECAFA.

 

- 2000 - Emissão do primeiro Catálogo de Itens e Empresas do SISMICAT (CAT-BR).

 

- 2001 – Prontificação do Sistema Gerencial de Dados de Catalogação (SGDC), em parceria com a COPPETEC (UFRJ), para processamento automático dos dados recebidos das COA.

 

- 2002 – O Brasil alcança o relacionamento TIER 2 no NCS.

 

- 2008 - O Centro de Catalogação das Forças Armadas (CECAFA), passa a ser um órgão integrante da estrutura organizacional da Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa (SELOM).

 

- 2010 – Extinção da SELOM e transferência de subordinação do CECAFA para o Departamento de Catalogação (DECAT) da Secretaria de Produtos de Defesa (SERPOD) da Secretaria Geral (SG) do Ministério da Defesa.

 

- 2012 – Publicação da Lei nº 12.598, novo marco da Base Industrial de Defesa, que atribui novas responsabilidades ao CECAFA no que se refere ao fomento da Indústria Nacional.

 

- 2016 - Entrada em produção do novo Sistema de Catalogação Brasileiro (SISCAT-BR).

 

- 2017 – Transferência de subordinação para a Chefia de Logística e Mobilização (CHELOG) do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa e mudança de denominação para Centro de Catalogação de Defesa (CECADE). Como parte do processo de transferência de subordinação e de incorporação de novas responsabilidades decorrentes do novo marco da Base Industrial de Defesa, passa o SISMICAT a ser denominado Sistema de Catalogação de Defesa (SISCADE).

 

- 2017 – Nova denominação para Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa (CASLODE), decorrente do Decreto n° 9.259 de 29 de dezembro de 2017, como parte do processo de incorporação de novas responsabilidades decorrentes da assinatura do acordo AC/327 para participação do Comitê do Ciclo de Vida de Sistemas de Defesa e atuação como "Plataforma de Tecnologia da Informação para Gestão do Conhecimento sobre a BID".

 

- 2018 - Certificação das primeiras empresas para atuação como Unidades de Catalogação (UniCat). Os procedimentos para a certificação como UniCat seguem os critérios estabelecidos pela Portaria Normativa n° 21 do Ministério da Defesa, de 03 de julho de 2017. As UniCat  são entidades públicas ou privadas, qualificadas tecnicamente para a compilação dos dados técnicos e pela identificação do item de suprimento, com o propósito de atribuir o NATO Stock Number (NSN) conforme as regras do Sistema de Catalogação de Defesa.

 

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